Empréstimo pessoal de R$ 20 mil em 24 meses: qual a parcela?
Contratar um empréstimo pessoal de R$ 20.000 em 24 meses, a 2,5% ao mês, resulta na parcela que aparece no quadro acima. É um dos créditos mais caros do mercado para pessoa física, justamente porque o banco não tem nenhuma garantia além da promessa de pagamento - e essa falta de garantia aparece direto na taxa cobrada.
Quanto custa o empréstimo de R$ 20 mil
Pela Tabela Price, a parcela fica fixa em cerca de R$ 1.118 por mês, e o total pago ao longo dos 24 meses soma aproximadamente R$ 26.838. Isso significa R$ 6.838 de juros sobre um valor tomado de R$ 20.000 - mais de um terço do valor emprestado voltando para o banco só em juros.
Empréstimo pessoal x consignado: a diferença em números
Essa é a comparação mais relevante para quem tem acesso às duas opções. Nos mesmos R$ 20 mil em 24 meses:
- Empréstimo pessoal comum (2,5% ao mês): parcela de ~R$ 1.118, juros totais de ~R$ 6.838.
- Consignado (1,7% ao mês): parcela de ~R$ 1.022, juros totais de ~R$ 4.524.
A diferença de 0,8 ponto percentual ao mês representa cerca de R$ 2.314 a menos de juros no consignado, além de uma parcela mensal cerca de R$ 96 mais baixa.
Por que o empréstimo pessoal é tão mais caro
No consignado, a parcela é descontada direto da folha, do benefício do INSS ou do salário do servidor, antes mesmo do dinheiro chegar à conta - isso quase elimina o risco de calote para o banco. No empréstimo pessoal comum, o banco depende inteiramente da disposição do cliente em pagar voluntariamente todo mês, e esse risco maior de inadimplência entra diretamente na taxa cobrada.
Price x SAC no empréstimo pessoal
- Tabela Price: parcela fixa de ~R$ 1.118, mais previsível para quem planeja o orçamento mês a mês.
- SAC: começa em ~R$ 1.333 e cai até ~R$ 854, com juros totais menores do que na Price - vantagem para quem consegue arcar com a parcela inicial mais alta.
Renda necessária e comprometimento de orçamento
Para uma parcela Price de ~R$ 1.118, bancos costumam exigir renda líquida em torno de R$ 3.727 por mês, considerando apenas esse compromisso e o limite comum de 30% da renda com crédito. Quem já tem outras dívidas precisa somar todos os comprometimentos para checar se ainda cabe dentro desse limite.
Quando faz sentido tomar esse crédito
- Quando não há acesso a consignado ou garantia real, o empréstimo pessoal costuma ser a alternativa mais rápida, mesmo sendo mais caro.
- Reduzir o prazo sempre que o orçamento permitir diminui o total de juros pago.
- Quitar antecipadamente, total ou parcialmente, quando sobrar dinheiro, tem o mesmo efeito de reduzir os juros futuros e costuma ser permitido sem multa para pessoa física.
Os valores são estimativas de uma simulação e não constituem recomendação de investimento.
Perguntas frequentes
Qual a parcela de um empréstimo pessoal de R$ 20 mil em 24 meses?
A 2,5% ao mês pela Tabela Price, a parcela fica em cerca de R$ 1.118 por mês, fixos. No SAC, começa em R$ 1.333 e cai até R$ 854.
Quanto de juros eu pago nesse empréstimo?
Na Price, cerca de R$ 6.838 de juros em 24 meses, levando o total pago a aproximadamente R$ 26.838 sobre os R$ 20 mil tomados - mais de um terço do valor emprestado.
O consignado seria mais barato para o mesmo valor e prazo?
Sim, e por uma margem grande. A 1,7% ao mês, um consignado de R$ 20 mil em 24 meses tem parcela de cerca de R$ 1.022 e juros totais de cerca de R$ 4.524 - cerca de R$ 2.314 mais barato que o empréstimo pessoal comum.
Por que o empréstimo pessoal tem taxa tão mais alta que o consignado?
Porque o banco não tem garantia de pagamento: depende do cliente quitar voluntariamente todo mês, e o risco de inadimplência é embutido na taxa. Quem tem acesso a consignado (servidor, aposentado, pensionista, ou empregado com convênio) quase sempre paga bem menos.
Qual a renda necessária para contratar essa parcela?
Bancos costumam exigir que a parcela não ultrapasse 30% da renda comprometida com crédito. Para a parcela Price de ~R$ 1.118, isso sugere renda líquida em torno de R$ 3.727 por mês, considerando esse único compromisso.
Vale a pena trocar por um prazo mais curto para pagar menos juros?
Sim, reduzir o prazo sempre reduz o total de juros pagos, desde que a parcela maior caiba no orçamento sem apertar. Quitar antecipadamente, quando possível, tem o mesmo efeito e costuma ser permitido sem multa para pessoa física.